
Queridos alunos e alunas do 9ºB! Como foram as férias?
Espero que estejam bem e com muita disposição!
Nosso trabalho será voltado para a interpretação de texto. As questões são testes e têm apenas uma resposta correta, que deve ser justificada em seu caderno. Verificarei essa tarefa na 2ª feira, 17/08, em nossa aula.
Espero que estejam bem e com muita disposição!
Nosso trabalho será voltado para a interpretação de texto. As questões são testes e têm apenas uma resposta correta, que deve ser justificada em seu caderno. Verificarei essa tarefa na 2ª feira, 17/08, em nossa aula.
Procurem ler os textos com muita atenção! Qualquer problema, meu e-mail é liberfulvia@gmail.com
LEMBRETE IMPORTANTE: O livro O Hobbit deve ser lido para o dia 31/08, conforme o combinado. Mãos à obra!
Bom trabalho e até breve!
Prof.ªFúlvia.
TEXTO 1: GENTE HUMILDE
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar.
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar.
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como alegria que não tem onde encostar.
E aí me dá uma tristeza no meio peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde - que vontade de chorar.
(Garoto, Vinícius de Morais e Chico Buarque de Hollanda)
1) "Tem certos dias em que eu penso em minha gente." Gramaticalmente, o verbo ter não está corretamente empregado neste verso: "Tem certos dias..." O certo seria: Há certos dias ..... Entretanto, o autor preferiu empregar o verbo ter no lugar de haver, pois
a) desconhecia a regra gramatical
b) queria transmitir idéia de simplicidade, deixando-se levar pela linguagem popular
c) sua intenção era transmitir e não oferecer acertos gramaticais
d) usou a licença poética
e) não valorizava muito a gramática
2) "Tem certos dias em que eu penso em minha gente." O poeta usou a expressão "minha gente" porque
a)gostava muito daquela gente
b)tratava-se de seus admiradores
c)também descendia de gente humilde e se achava parte daquela gente
d)sentia muita pena daquela gente
e)era um rei e aquela gente lhe pertencia
3) As cadeiras nas calçadas nos transmitem a idéia de
a) abandono
b) relaxo
c) desocupação
d) familiaridade, espírito comunitário
e) aquecimento ao sol
4) É correto a respeito do texto:
a) O poeta pensa todos os dias em sua gente
b) Ao pensar em sua gente o poeta se alegra
c) Apesar da falta de apoio dos mais fortes, o povo não se deixa abater
d) O poeta crê em Deus
e) Não existe um sentimento de solidariedade entre o poeta e a gente humilde a que se refere
5) Pode-se afirmar a respeito do texto que:
a) O poeta é totalmente realizado
b) O poeta sente-se feliz por se identificar com o povo simples
c) O poeta sente-se frustrado por sua impotência em não poder ajudar sua gente
d) O poeta não se sente realizado, por ser pobre como seu povo
e) O poeta não possui qualquer identificação com o povo que descreve
6) O poeta inveja a "gente humilde", sobretudo, por sua (dela):
a) força de vontade
b) humildade
c) simplicidade
d) alegria
e) honestidade
TEXTO 2: O HOMEM ENERGÉTICO
TEXTO 2: O HOMEM ENERGÉTICO
Imagine uma cidade antiga, sem energia elétrica. Vamos passear por ela, à noite. As ruas completamente escuras. Com um pouco de sorte, poderá haver um luar agradável, permitindo enxergar o contorno das casas e a torre da igreja.
Na sala de uma casa qualquer, após o jantar, um grande lampião de gasolina ilumina todo o ambiente. Produz uma luz intensa, muito branca, por causa de uma pequena rede de titânio que envolve a chama. Esta, aquecida, emite uma luz muito mais forte e clara que a chama tremeluzente amarelo-avermelhada de um simples lampião de querosene ou de uma lamparina.
Nessa sala, cada membro da família se entrega a um passatempo favorito: tricô, vitrola de corda, jogo de cartas, leitura. Não existe televisão, rádio, videofilmes ou outros passatempos eletrônicos. Tampouco a enorme variedade de eletrodomésticos que substituem o esforço físico na realização dos trabalhos de rotina.
Sem muito que fazer, dormem demasiado cedo. A falta de luz castiga a vista; é grande o consumo de querosene, de gasolina e de velas. Toda atividade é penosa. Durante a noite, fica acesa apenas uma ou outra lamparina. O silêncio é completo. Não existem buzinas nem roncos de motores acelerados. Ouve-se apenas o ruído compassado dos cascos ferrados de cavalos batendo nas pedras do calçamento.
Parece uma cidade fictícia, mas não é. É São Paulo do século retrasado. O Brasil teve sua primeira usina hidrelétrica em 1889. Em 1900, quando começaram os bondes elétricos, em São Paulo já existia gerador a vapor. Próximo de 1930, era, preponderantemente, a gás a iluminação das ruas. Nas casas, a eletricidade era empregada apenas para acender umas poucas lâmpadas.
Como as locomotivas, as máquinas industriais eram movidas, principalmente, a vapor obtido de grandes caldeiras aquecidas pela queima de carvão inglês. De manhã, ouviam-se os apitos emitidos pelas caldeiras das fábricas, anunciando a hora da entrada para o trabalho. À tarde, os acendedores de lampiões, funcionários públicos, acendiam os postes de iluminação da cidade.
Para uma pessoa nascida no final do século vinte, é difícil sequer imaginar a vida na cidade sem eletricidade. Quase não se vê uma casa, modesta que seja, sem ter sobre o telhado, uma arborescente antena de televisão e, na cozinha, pelo menos um liquidificador. É o progresso, dizemos. Sem energia, não há civilização, não há desenvolvimento!
O controle de várias formas de energia deu ao homem um enorme poder sobre a natureza - de construir ou destruir. O progresso dos últimos cem anos foi superior ao que aconteceu nos cinqüenta séculos da conhecida história da humanidade.
Esse progresso mecânico, porém, baseado apenas no domínio da energia, pode ser sempre considerado benéfico à espécie humana? Foi o resultado do real aumento da inteligência ou da capacidade de compreensão humana? Não poderá o emprego das diversas fontes de energia, em larga escala, gerar algum prejuízo, alguma conseqüência negativa para a própria natureza?
(Adaptado de BRANCO, Samuel Murgel. Energia e Meio Ambiente. São Paulo. Moderna, 1991, Coleção Polêmica)
1) De acordo com o texto, pode-se afirmar que:
a) o progresso só traz conseqüências benéficas à humanidade.
b) a tecnologia, ao lado bem, pode trazer o mal.
c) o homem possui inteligência para somente produzir o bem.
d) as técnicas humanas nem sempre são bem entendidas por todos.
e) jamais o homem, usando a eletricidade, proporcionará apenas o bem.
2) O texto afirma que:
a) com o progresso, a cidade de São Paulo, não mais viveu na escuridão.
b) uma cidade sem eletricidade não proporciona o conforto de hoje.
c) paulistano de hoje, nem imagina sua cidade sem eletricidade.
d) a energia elétrica resolveu todos os problemas dos paulistanos.
e) as fontes de energia são a salvação do homem de hoje.
3) Pelo texto, pode-se concluir, unicamente, com certeza, que:
a) a história da humanidade é conhecida há pelo menos 5000 anos.
b) a eletricidade apenas foi conhecida no final do século XX.
c) o homem não consegue viver sem as fontes de energia elétrica.
d) sem energia elétrica, não há progresso humano.
e) as antenas de TV indicam progresso em benefício da humanidade.
4) Na antiga cidade de São Paulo, antes da chegada da energia elétrica, vivia-se, segundo o texto:
a) com mais intensidade familiar, no ambiente doméstico.
b) com problemas de visão, decorrentes da falta de luminosidade.
c) sem ilusão e fantasia, porque não havia videofilmes.
d) sem fraternidades, porque cada família se fechava em si mesma.
e) com problemas de comunicação, pois as antenas eram precárias.
5). De acordo com o texto, é válido afirmar que, na antiga São Paulo:
a) os eletrodomésticos substituíam o esforço físico.
b) à noite, pela falta de luz elétrica, nada se podia ver ou enxergar.
c) apenas o querosene iluminava as casas de seus habitantes.
d) a luz proveniente da queima do querosene era a mais forte de todas.
e) por não existir muita atividade à noite, dormiam cedo.
6) Os bondes elétricos começaram a transitar em São Paulo:
a) na terceira década do século passado.
b) no ano em que surgiu, em São Paulo, a primeira usina hidrelétrica.
c) no ano em que foi descoberta a energia elétrica.
d) após a iluminação das ruas com a energia elétrica.
e) no último ano do século XIX.
7)De acordo com o autor, com o controle de várias formas de energia, o homem sentiu-se de posse de enorme poder que permite:
a) dominar o mundo.
b) propiciar a toda humanidade mais conforto e progresso.
c) iluminar as cidades e mover as fábricas e veículos.
d) construir e destruir.
e) atuar na sociedade, diminuindo a distância entre as classes.

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